Leah Bowen
Port 204
23/3/07
“Rio de Janeiro de Carla Camurati”
Eu assisti a um documentário sobre o Rio de Janeiro apresentado pela diretora e atriz brasileira Carla Camurati. Eu escolhi Rio de Janeiro por que é onde eu nasci. Nasci em Leme e foi lá onde eu morei durante três anos. Mostraram vistas muito lindas da cidade e ela comentou coisas muito bonitas também. Falaram um pouco sobre a história do Rio como porto principal do país enquanto passaram pela tela pinturas e fotos do Rio antigo. Por alguma razão, eu adoro ver o Brasil antigo: na televisão, nas novelas, nos filmes, nos álbuns dos meus avós, etc. Eu acho lindo. Eu queria viver, talvez só por umas semanas, no Rio antigo. Daria para ver todos os prédios que tinham acabado de ser construídos. Carla Camurati tocou um pouco nesse assunto de destruição para progredir. Ela disse que o Brasil tem tido a idéia de que para conseguir o progresso, tem de destruir o passado. Eu estou de acordo com ela; eu acho possível o novo conviver com o velho para que todos possam apreciar a beleza do passado e desfrutar o moderno.
Outro ponto que eu gostei muito do documentário foi quando ela falou da importância da geografía na história do Rio de Janeiro. Pessoas simples, normais, por volta do mundo inteiro, conseguem identificar uma foto do Rio de Janeiro, e não é por causa de algum prédio famoso como o Empire State Building de Nova York, mas pelas características naturais, os morros e as praias. Não tem cidade como o Rio. A combinação de beleza e de tristeza é incomparável em qualquer outra cidade do mundo. Falaram isso também no filme: a proximidade das favelas e as casa luxuosas que ficam na beira da praia é algo que parece impossível, mas é pura realidade.
A atitude dos cariocas foi assunto também. Entrevistaram alguns cariocas passeando no calçadão que falaram do povo de sua cidade. Uma mulher disse que os cariocas são alegres e divertidos. Outros disseram que o carioca está sempre de bom humor e não leva muito a sério os problemas, mas sabe resolvê-los. Parece até que se perguntasse do espírito carioca para alguém morando na favela, ele diria a mesma coisa. Com sol e praia todo dia, eu imagino que seja difícil ficar de mau humor.
Eu gostei muito do documentário sobre o Rio de Janeiro. Carla Camurati foi boa narradora e falou umas coisas muito bonitas sobre a nossa cidade natal. O comentário foi bom, mas o que eu mais gostei foi das cenas do Rio como ele é hoje e também das pinturas de como ele era antigamente. No final do filme, Carla Camurati comparou o Rio com um mosaico de culturas de todas as regiões brasileiras. Eu gostei dessa comparação e eu acho que é a verdade. É uma mistura linda de cada estado brasileiro, cada raça brasileira, e cada classe social, morando todo mundo junto em uma cidade ensolarada e única. O mosaico não dá para se ver só no calçadão, mas também nos habitantes desse lugar maravilhoso.