PORT 204                                                                                                                     Emily Hamm

Comentário – Artigo

 

A “vida” virtual

 

            Nos anos recentes, os vídeo games ficaram muito populares nos Estados Unidos e em outros países.  Muitas pessoas também se retiram no mundo virtual dos computadores.  Para alguns, são diversões; às vezes servem como um tópico de conversação ou uma razão para reunir-se com os amigos.  Por outro lado, alguns jogadores vivem numa pseudo-realidade, e não podem funcionar na sociedade fora do programa.  Quando se usa os vídeo games em moderação, como uma forma de divertir-se, não resultam perigosos, mas se a realidade virtual suplanta a existência no mundo real, causam muitos problemas.

            Na minha opinião, os vídeo games são inúteis, e me aborrecem rapidamente.  Contudo, muitas pessoas, inclusive alguns amigos meus e meu namorado, desfrutam bastante deles.  Quando estes rapazes saem para jantar, quase sempre discutem as estratégias, as dificuldades que experimentaram nas batalhas com os “bosses” e games novos.  Quando estou presente para estas conversações, sempre me distraio por pensar em coisas que me interessam ou imagino música na minha cabeça.  Participo com eles num vídeo game de vez em quando.  Eu gosto de Mario Cart e alguns vídeo games no Nintendo Wii, mas nunca posso jogar por muito tempo.  De qualquer maneira, eles jogam por muitas horas sem cansar-se.  Eu tento não queixar-me muito porque eles sempre estão falando, rindo e brincando.  Felizmente, os vídeo games lhes permitem desfrutar da companhia pessoal de outros numa atividade social.

            A outros rapazes que eu conheço falta esta perspectiva mais saudável.  O companheiro de quarto do meu namorado não tem amigos fora do programa na Internet.  Um dia típico para ele é assim: levantar-se na manhã, tomar banho, ir ao emprego, voltar à casa e jogar no computador pelo resto da noite.  Faz tudo, até comer, em frente do computador.  Nunca sai com os amigos “tangíveis,” passa sua vida social inteira senão com pessoas virtuais.  Não sabe interagir com  gente nas situações reais.  Acho que isto é muito desafortunado.

            Os vídeo games também endurecem e insensibilizam muitos jovens.  Os mais populares são cheios de violência.  Em “Resident Evil,” quando o “herói” mata um zumbi por atirá-lo na cabeça, os tentáculos dum monstro se levantam do pescoço do zumbi.  Isto me parece horrível, mas algumas crianças não são afetadas quando o vêem.  Esta falta de reação me assusta bastante.  Se diz que o exército utiliza os vídeo games para formar os soldados.  Eu acho que as crianças não devem ver imagens assim, que não é necessário que experimentem os horrores do mundo quando ainda são tão jovens.  A gente tem que defrontar-se com pessoas e acontecimentos terríveis demais na vida adulta.

            A vida não deve ser dominada pelos vídeo games, mas são aceitáveis como diversões periódicas.  Apesar da opinião do meu amigo, que as imagens num vídeo game são mais lindas do que a realidade, eu acho que a vida resulta melhor quando se passa na companhia dos amigos reais, em lugares fora da televisão ou computador e na luz do sol.  Não entendo por quê uma pessoa quer jogar vídeo games quando tem tantas coisas que fazer no mundo, como viajar, ler, tocar, caminhar e mais.  É dizer, viver.